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Entenda a relação entre fibromialgia e suor excessivo

De dois em dois anos, um evento bem aguardado e de grande repercussão acontece aqui no Brasil: o Rock in Rio.

Em 2019, uma notícia marcou o festival e não foi sobre o melhor show.

Nessa edição, quem “roubou” a cena o cancelamento da cantora e artista Lady Gaga por questões de saúde.

Durante os dias que se sucederam ao anúncio, a fibromialgia se tornou assunto nas redes sociais e nos veículos de televisão.

A maioria das pessoas, principalmente os fãs, gostariam de saber sobre o que se trata a doença que tirou a artista de uma apresentação grandiosa.

Passada a euforia do momento, a fibromialgia ainda é um assunto relevante para cerca de 3% da população mundial que sofre com esse problema.

Esse dado é da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Aliás, tal enfermidade também pode ter relação com uma condição que abordamos diariamente por aqui: a hiperidrose.

Então, se você quiser entender mais sobre, acompanha a leitura!

O que é fibromialgia?

Caracterizada por dor crônica manifestada, principalmente, nos tendões e nas articulações, a fibromialgia é uma doença relacionada diretamente com o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).

Cerca de 90% dos casos dessa doença corresponde a mulheres entre 35 e 50 anos.

No entanto, tal enfermidade também pode acontecer em adolescentes, crianças e idosos.

Tal condição chama bastante atenção pois a dor é intensa a ponto de privar as pessoas que a têm de praticar certas atividades.

Apesar disso, a fibromialgia deformidades físicas e nem inflamações, diferentemente de outras doenças reumatológicas.

Embora não se saiba exatamente a causa principal dessa doença, alguns fatores podem influenciar o aparecimento e o desenvolvimento dessas dores que são características da fibromialgia.

Tais motivos associados são:

  • Genética
  • Traumas emocionais e físicos
  • Agentes infecciosos
  • Distúrbios psíquicos
  • Sensibilização central
  • Menos fibras nervosas

Sintomas de fibromialgia

O diagnóstico da fibromialgia deve ser feito pelo clínico geral ou reumatologista.

Nesse caso, exames físicos podem ser feitos e o histórico familiar e o de saúde do paciente também é analisado.

No mais, o diagnóstico também leva em consideração os sintomas de fibromialgia.

Para além das dores, outros sinais são observados tais quais:

  • Fadiga
  • Falta de disposição e energia
  • Alterações no sono
  • Dificuldade de concentração
  • Rigidez muscular
  • Síndrome do intestino irritado
  • Problemas de memória
  • Cefaleia (enxaqueca)

Tal enfermidade também pode provocar sintomas de fibromialgia na pele, principalmente porque o sistema imunológico fica debilitado.

Alguns deles são:

  • Alodinia (sensibilidade e dor após o toque)
  • Sensibilidade à temperatura
  • Erupções cutâneas
  • Suor excessivo

O que é hiperidrose?

O suor é uma função normal do organismo humano, principalmente, quando estamos nos movimentando, em situações estressantes ou em ambientes calorentos.

Isso acontece especialmente para regular a temperatura do nosso corpo.

No entanto, quando a transpiração acontece em excesso e sem nenhum desses fatores, como o suor noturno frequente, é preciso ficar atento, pois pode ser sinal de hiperidrose.

Tal condição ocorre porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes, ou seja, funcionam mais do que deveriam.

Apesar de ser pouco conhecida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa condição afeta cerca de 2% a 3% da população.

Embora não seja letal, influencia diretamente na autoestima e nas relações interpessoais.

Entretanto, existem algumas formas de tratamento. As principais são:

  • Uso de antitranspirantes
  • Medicamentos colinérgicos
  • Aplicação de toxina botulínica (botox)
  • Iontoforese
  • Em casos graves, cirurgias (simpatectomia torácica ou lombar) podem ser sugeridas

Existe relação entre fibromialgia e a hiperidrose?

Existem muitas indagações se existe – ou não! – alguma relação entre fibromialgia e hiperidrose. De fato, existe.

Como podemos ver anteriormente, em alguns casos, um dos sintomas de fibromialgia pode ser o suor excessivo.

Isso acontece porca da disfunção autonômica dentro do hipotálamo. Este é responsável por controlar o sono, a produção do suor e outras ações.

Sendo assim, há o aumento da transpiração já que a fibromialgia pode ser associada à sensibilização central, ou seja, o SNC passa a ampliar as sensações dolorosas.

É a partir disso também que há a cronificação da dor.

Infelizmente, a fibromialgia não tem cura. As formas de tratamento são paliativas e com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Nesse caso, exercícios aeróbicos e psicoterapia podem ser ótimos aliados.

No mais, alguns medicamentos podem ser prescritos apenas para diminuir as dores crônicas, melhorar o sono e aumentar a disposição da pessoa que tem essa enfermidade.

Para amenizar e, em muitos casos, reduzir substancialmente a questão do suor excessivo, o uso de antitranspirantes em várias partes do corpo pode ser bem útil, especialmente no verão que as temperaturas são ainda mais elevadas.

Apesar de contribuirmos para tirar dúvidas, nós não substituímos o acompanhamento médico.

Por isso, procure um profissional especializado para te auxiliar em relação ao tratamento.

E aí, gostou do nosso artigo?

Você já sabia dessa relação entre fibromialgia e suor excessivo?

Fontes:

https://saude.abril.com.br/bem-estar/fibromialgia-conheca-os-fatores-importantes-para-o-diagnostico-e-as-causas-da-doenca/

https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/

https://www.tuasaude.com/sintomas-de-fibromialgia/

https://www.hong.com.br/fibromialgia-causa-sintomas-na-pele/

https://drauziovarella.uol.com.br/mulher-2/fibromialgia/

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