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Glicopirrolato para suor: benefícios e efeitos colaterais

O organismo humano é composto por vários e complexos sistemas que funcionam de forma interdependente.

Assim, quando algo não está nas condições normais, geralmente, o nosso próprio corpo manda sinais para que o funcionamento seja regularizado.

Em muitas dessas situações, o sinal pode ser a transpiração.

Essa ação não é voluntária, então, muitas das vezes, sequer percebemos que estamos tentando controlar algo.

Vamos dar um exemplo para ficar mais prático de compreender: nossa temperatura corporal fica entre 36ºC e 37,5ºC.

Quando estamos com febre, esse valor tende a aumentar chegando mais de 40ºC.

Para melhorar esse quadro, tomamos um medicamento que nos faz suar.

Ao transpirarmos, nossa temperatura tende a se regularizar e voltar ao número normal.

No mais, há situação também como na prática de exercícios.

Mas e quando essa transpiração acontece em excesso?

Então, isso pode ser sinal de hiperidrose.

Existe tratamento específico para isso?

Pode usar Glicopirrolato para suor?

São muitos questionamentos acerca do que funciona ou não para melhorar o suor em excesso.

Por conta disso, hoje, vamos entender um pouco mais sobre esse medicamento.

Acabe com o suor no rosto e cabeça

O que é hiperidrose?

Como citamos anteriormente, a solução salina composta por água e sais minerais, conhecida por suor, é uma ação normal do corpo humano.

Porém, a partir do momento que ele começa a ser produzido e eliminado de forma excessiva, pode ser sinal de hiperidrose.

Mas o que, de fato, é isso?

Como o próprio nome já sugere, hiperidrose significa exsudação excessiva.

No caso do nosso corpo, transpiração em excesso.

Ela pode ser de dois tipos: primária, também chamada de essencial ou secundária.

Geralmente, a primária aparece ainda na infância.

Já a secundária é decorrente de outras doenças, tais como: diabetes, hipertireoidismo, obesidade e alterações hormonais, e uso de medicamentos.

Essa condição não é grave e nem letal, ela influencia diretamente na autoestima de quem passa por esse problema.

Além disso, também impacta nas relações pessoais e profissionais.

Por conta disso, não é incomum vermos pessoas com hiperidrose abandonando os estudos, o emprego e com quadros de ansiedade e depressão.

Apesar das situações desagradáveis, a questão do suor em excesso pode ser tratada.

Nesse caso, o ideal é corrigir ou controlar a produção da transpiração.

No entanto, os impactos psicológicos podem permanecer.

Por isso, buscar ajuda e acompanhamento psicoterápico é fundamental.

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Tratamento para hiperidrose

Conviver e lidar com a hiperidrose está longe de ser uma tarefa fácil.

Essa, infelizmente, é uma realidade para cerca de 2% a 3% que sofrem com o suor excessivo.

Esses são dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Entretanto, no meio de tanta dificuldade, uma boa notícia: existe tratamento.

Mas, assim como qualquer outra doença, a intervenção para melhorar a qualidade de vida do paciente e controlar a produção de suor, depende de cada caso.

Atualmente, os tratamentos disponíveis são:

  • Uso de antitranspirantes
  • Aplicação de toxina botulínica também popularmente conhecida como botox
  • Cirurgia (simpatectomia lombar ou torácica)
  • Iontoforese
  • Utilização de medicamentos anticolinérgicos

Neste último, há uns anos, uma das drogas utilizadas é o Glicopirrolato. Já ouviu falar?

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Para que serve Glicopirrolato

Nos Estados Unidos, existe um órgão chamado US Food e Drug Administration (FDA) que é equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aqui no Brasil.

Dessa maneira, é responsabilidade da FDA aprovar e regular medicamentos em território norte-americano.

Em 2018, ela admitiu o uso do Glicopirrolato para suor excessivo. Mas para que serve O Glicopirrolato?

Bom, o medicamento em questão é um anticolinérgico tópico.

Nos Estados Unidos, ele é fabricado pela empresa Dermira Inc., sediada em Menlo Park na Califórnia.

Lá, o Glicopirrolato é comercializado pelo nome de Qbrexza.

Liberado após a realização de ensaios clínicos de fase III, ATMOS-1 E ATMOS-2, esse medicamento mostrou que reduziu a intensidade da transpiração de pacientes com hiperidrose primária focal.

Recomendado para ser aplicado diretamente na pele, o remédio Glicopirrolato é projetado para inibir a ativação das glândulas sudoríparas.

Sendo assim, ele bloqueia a produção de suor.

Assim como qualquer outro medicamento, o Glicopirrolato também pode gerar alguns efeitos colaterais.

Os mais comuns observados após a aplicação são:

  • Boca seca
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Visão turva
  • Secura do nariz
  • Garganta seca
  • Olho seco
  • Pele ressecada
  • Pupila dilatada
  • Constipação
  • Hesitação urinária

Por conta deles, esse remédio é contraindicado para pacientes que têm condições médicas que podem ser intensificadas pelo efeito anticolinérgico do Glicopirrolato como pessoas com glaucoma e com portadoras da Síndrome de Sjorgen.

Preço do Glicopirrolato

Como comentamos no tópico anterior, o uso do Glicopirrolato foi aprovado somente nos Estados Unidos.

Sendo assim, aqui, no Brasil, ele ainda não pode ser comercializado.

E não temos previsão de quando ou se um dia ele será liberado no território brasileiro.

Até lá, alguns produtos, como antitranspirantes, podem ser alternativas ideais para controlar o suor e melhorar a qualidade de vida.

Sendo assim, procure um médico especialista para ele te auxiliar no melhor tratamento para o seu caso.

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E aí, gostou do nosso artigo?

Já tinha ouvido falar em Glicopirrolato?

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