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Tudo sobre Hiperidrose compensatória

A transpiração é uma condição normal de nosso corpo. É ela quem mantém a estabilidade da temperatura do organismo.

É comum suarmos, especialmente quando está quente ou durante a prática de exercícios físicos e, até mesmo, em situações de estresse.

Porém, quando há excesso, pode ser um mau sinal, que deve ser investigado o quanto antes.

O suor extremo causa desconforto não só físico, como social, sobretudo, em questões emocionais.

Pode desencadear ansiedade, distúrbios de autoimagem e problemas mais graves.

Esse distúrbio é chamado de hiperidrose.

À primeira vista, o nome pode soar estranho, mas iremos explicar tudinho sobre essa condição.

O que causa a hiperidrose?

Algumas pessoas possuem dúvidas sobre a possibilidade de a hiperidrose ser uma condição genética e/ou hereditária ou se está ligada às emoções humanas.

Veja também: Hiperidrose emocional existe? Como tratar?

Há diversos motivos que podem causar essa doença, mas de fato, ela ocorre por uma alteração do sistema nervoso simpático, que ocasiona um funcionamento exagerado das glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção de suor.

Podemos classificá-la em alguns tipos:

Hiperidrose primária (ou focal):

Trata-se do excesso de suor localizado, visível, que dura em torno de seis meses e não há causas identificáveis.

Tende a surgir durante a infância ou adolescência, geralmente nas axilas, cabeça, mãos, pés ou rosto. Normalmente, pessoas acometidas por esse problema não costumam transpirar quando estão em repouso ou dormindo;

Hiperidrose secundária (ou generalizada):

O suor excessivo não ocorre em regiões específicas, mas pelo corpo inteiro. Não é constante, porém pode vir seguido de outros sintomas, quando a pessoa está em repouso ou dormindo.

Uma de suas principais causas é problemas emocionais, como transtorno de ansiedade, além de doenças como a diabetes e o hipotireoidismo. Costuma surgir na juventude e na fase adulta.

O que é a hiperidrose compensatória?

Como citamos anteriormente, a hiperidrose pode ser classificada em alguns tipos.

Porém, existe uma terceira denominação que pouca gente conhece, mas que merece toda a atenção possível, que é a hiperidrose compensatória.

Podemos defini-la como a produção de suor em áreas que não possuíam transpiração anormal (ou sudorese) antes da realização de cirurgias locais.

Os sintomas começam a aparecer após a simpatectomia torácica, que é um procedimento feito através de endoscopia com o objetivo de interromper as fibras simpáticas que levam estímulo às glândulas sudoríparas da região do tórax.

Veja também: Tudo que você precisa saber sobre a cirurgia simpatectómica

Podem piorar de acordo com mudanças climáticas, alterações psicológicas e/ou emocionais, mas é mais notada em dias de calor intenso.

A hiperidrose compensatória costuma ocorrer na região do tórax, abaixo do mamilo, dorso, abdome, lombar, cintura pélvica, fossa poplítea e membros inferiores.

É classificada em três estágios: leve, moderado ou intenso.

Como tratar a hiperidrose compensatória?

Muito se questiona sobre como tratar a hiperidrose compensatória da melhor maneira.

Primeiramente, precisamos entender que o diagnóstico avaliado por um médico é essencial.

Passada essa primeira etapa, existem alguns caminhos que podem ajudar a resolver o problema.

O controle de peso através da prática de exercícios físicos e de uma alimentação saudável são os pilares para o processo de cura da hiperidrose.

Estudos indicam que quanto mais equilibrada estiver a taxa de IMC (Índice de Massa Corporal), melhor será a evolução do paciente.

Com o diagnóstico precoce, as chances de não desenvolver um trauma psicológico irreversível são muito maiores.

Os médicos que podem auxiliar nesse processo são: clínico geral, dermatologista, endocrinologista, ginecologista (no caso das mulheres), infectologista, neurologista, psicólogo, psiquiatra e urologista (no caso dos homens).

Cada caso de hiperidrose compensatória possui um tratamento diferente

Em casos mais graves, pode ser sugerido pelo especialista, a realização de procedimentos cirúrgicos ou aplicações de botox na região onde ocorre o problema, que devem ser feitas por meses.

Veja também: Combatendo a hiperidrose com botox

Em alguns dias, já é possível retornar as atividades cotidianas sem quaisquer problemas.

Já em casos de fundo emocional, no caso, a partir de doenças psicossomáticas, o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras é fundamental.

Pode ocorrer a indicação do uso de medicamentos específicos, claro, receitados e controlados pelo médico.

Em casos mais leves, a solução da hiperidrose compensatória é muito mais simples e pode ser sanada com tratamentos alternativos.

O mais conhecido deles, apesar de algumas pessoas não levarem tão a sério, é o uso prolongado de antitranspirantes. Eles ajudam a bloquear os dutos de suor, controlando a sudorese.

A acupuntura, que é uma técnica chinesa onde agulhas são inseridas em determinada parte do corpo, também é uma ótima aliada.

Veja também: Acupuntura para tratar hiperidrose funciona?

Além de ajudar no tratamento da hiperidrose compensatória, auxilia em outras áreas, como imunidade e respiração.

É importante frisar que o diagnóstico é fundamental.

Logo, se apresentar qualquer um dos sintomas anteriormente citados, busque ajuda médica imediatamente.

E aí, o que você achou desse artigo?

Você sofre com a hiperidrose compensatória?

Como lida com essa condição?

Compartilhe seu relato conosco aqui nos comentários para ajudar outros que sofrem com o mesmo problema!

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