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Cirurgia para hiperidrose pode causar perda dos movimentos dos braços? Será?

Sendo uma ação normal do corpo, o suor é responsável por regular a temperatura do organismo, especialmente em situações estressantes, em ambientes calorentos e/ou durante a realização de atividades físicas.

No entanto, para algumas pessoas, a realidade é diferente: a transpiração excessiva acontece mesmo diante de momentos de repouso ou em ambientes e áreas ventiladas.

Tal condição é chamada de hiperidrose.

Embora seja bem desconfortável e, em muitos casos, constrangedor suar em grande quantidade, especialmente nas axilas, nas mãos e nos pés, existe tratamento para a hiperidrose.

Entretanto, é importante salientar que, dependendo da alternativa de cura, é possível o aparecimento de efeitos colaterais, principalmente, no que se refere a tratamentos que envolvem procedimentos cirúrgicos.

Caso queira saber mais sobre, acompanha a leitura com a gente!

Tratamento para hiperidrose

Apesar da hiperidrose primária, afetar cerca de 2% a 3% da população, menos de 40% das pessoas que sofrem com o suor excessivo recorrem ao acompanhamento de um profissional especializado.

Tais dados são de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Atualmente, os tratamentos para hiperidrose que estão disponíveis são:

  • Uso de antitranspirantes: esses produtos são responsáveis por inibir o funcionamento das glândulas sudoríparas de forma temporária. Sendo assim, o indivíduo para de suar por um tempo determinado
  • Medicamentos anticolinérgicos: em alguns casos, poucos até, os remédios anticolinérgicos ajudam a inibir o funcionamento das glândulas sudoríparas
  • Aplicação de toxina botulínica: popularmente conhecida como botox, a toxina botulínica é capaz de bloquear, de forma temporária, a sudorese. No entanto, comparado com o uso de antitranspirantes, esse método dura cerca de meses
  • Cirurgia para suor excessivo: em casos graves, o médico pode orientar a realização de procedimentos cirúrgicos como a simpatectomia e a adenectomia

Cirurgia para hiperidrose

Infelizmente, não há um tratamento 100% padrão para a hiperidrose.

Para algumas pessoas, só o uso de antitranspirantes já consegue inibir, mesmo que temporariamente, a sudorese em excesso. Já para outras, o caso é tão grave que o mais indicado é a realização de cirurgias.

Simpatectomia

A cirurgia para hiperidrose mais conhecida é a simpatectomia. Esta, por sua vez, consiste na interrupção das fibras nervosas simpáticas que são levam o estímulo às glândulas sudoríparas para determinada parte do corpo.

Tal procedimento cirúrgico pode ser de dois tipos: lombar e torácico. No caso da simpatectomia lombar, a cirurgia é responsável por controlar e diminuir o suor excessivo das coxas, nádegas, virilhas e pés.

Já a simpatectomia torácica proporciona a inibição da sudorese nas palmas das mãos, nas axilas e, em alguns casos, de crânio-facial, isto é, suor no pescoço e na nuca.

Independente da região que é feita, a cirurgia deve ser feita sob anestesia geral e acompanhada de um aparelho de vídeo. Aliás, esta pode ser realizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Adenectomia

Em alguns casos de hiperidrose, especialmente os que vêm acompanhado do mau odor característico da bromidrose, a orientação pode ser a realização da adenectomia.

Diferentemente da simpatectomia, a adenectomia consiste na retirada, uma a uma, das glândulas apócrinas.

Dessa maneira, cerca de 90% delas são removidas das axilas.

No entanto, assim como a simpatectomia, a adenectomia também é feita sob anestesia, mas, nesse caso, é a local.

Efeitos colaterais das cirurgias para hiperidrose

Uma das perguntas mais feitas e buscadas por pacientes que sofrem com a transpiração excessiva é se a “cirurgia de hiperidrose é perigosa? ”.

Bom, assim como qualquer intervenção, o procedimento cirúrgico tem seus riscos e possíveis efeitos colaterais.

No caso da cirurgia de hiperidrose, isso não é diferente, pois complicações podem acontecer, como infecções e hemorragias.

Para evita-los, o paciente deve seguir corretamente o pós-operatório orientado pelo médico.

Comparadas com outros métodos, as cirurgias de hiperidrose, tanto a simpatectomia quanto a adenectomia, são mais invasivas.

Isso porque, em ambos os procedimentos, há cortes. No entanto, estes são superficiais.

Entretanto, os efeitos colaterais das cirurgias para hiperidrose que mais preocupam os pacientes são a hiperidrose compensatória.

Para quem não sabe, esta consiste no aumento do suor em outras partes do corpo.

Embora muitos casos não resultam em sudorese compensatória, em muitos outros, o suor excessivo em diferentes regiões do corpo aparece.

Aliás, este pode ser leve, moderada ou intensa.

No entanto, alguns possíveis riscos da cirurgia para hiperidrose também preocupam algumas pessoas.

Pouquíssimo comentado, alguns pacientes têm medo de perder movimentos dos braços, por exemplo.

Porém, geralmente, essa complicação não é comum, porque os cortes realizados são feitos de forma superficial.

Dessa maneira, as incisões não são capazes de fazer com que a pessoa perca a movimentação de nenhuma parte do corpo.

No mais, para que riscos e possíveis complicações possam acontecer, é importante escolher um profissional qualificado no assunto.

Assim, ele poderá sanar todas as suas possíveis dúvidas e realizar uma cirurgia de sucesso.

E ai, gostou do nosso artigo?

Você já fez ou pensa em fazer alguma cirurgia para hiperidrose?

Conta pra gente!

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